segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ingredientes indesejáveis na receita da vida...


Medo, muito medo. Às vezes, nos deparamos com situações que jamais imaginamos enfrentar. Situações que já ocorreram com pessoas próximas, mas nunca com a gente. Quando o problema está, aparentemente, longe de nós, não sentimos na pele as consequências dele, claro. Mas quando a questão nos envolve, obviamente, é muito mais difícil de enfrentar. A incerteza me domina a cada minuto. Não tenho conseguido fechar os olhos sem pensar no amanhã. Não consigo esquecer nem por um segundo o que tanto me incomoda. Parece que tudo, tudo mesmo passa a girar em torno disso. Mas vai passar, sim, vai passar. Preciso de mais uma chance e tenho certeza que terei. Pensamento positivo sempre.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Que venha 2010...


Um ano de transformações. Em 2009 mudei muita coisa dentro de mim. Esfriei a cabeça ao escolher melhor porque e por quem me preocupar. Arranquei dos meus pensamentos o que não me fazia bem e substitui por lembranças que valiam a pena realmente. Aliviei meu coração dando-lhe um amor sadio, confiável e verdadeiro. Comecei a me observar mais e a me compreender melhor. Aproveitei muitos momentos com minha família. Mantive minhas sólidas amizades. Mas a mudança aconteceu, também, do lado de fora. Mudei a cor do cabelo, renovei meu guarda roupa e realizei meus ligeiros desejos consumistas. Quando 2009 bateu a minha porta eu logo acreditei que seria "O ANO" e foi. Mesmo que eu tenha chorado e me sentido perdida em alguns momentos. Mesmo que eu não tenha conseguido alcançar algumas metas sugeridas para os últimos 365 dias, sinto-me como se eu tivesse planejado sumir para bem longe e descoberto que a melhor escolha é encarar as situações de frente, sem arrependimentos. Simples, porém intenso. Esse foi o MEU ano. E que 2010 seja ainda mais desafiador, acompanhado de surpresas encantadoras e inesquecíveis.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Apenas me respeite...

Não exijo nada de ninguém, só peço que, no mínimo, me respeite. O que me tira do sério é a falta de respeito das pessoas e a intimidade que pensam ter conquistado. Não me venha com comentários e opiniões se eu não os pedi. Respeite o que escrevo, o que falo e o que sinto. Respeite meus gostos, minhas insatisfações e minha vontade de sumir às vezes. Respeite meu humor variável, meu cabelo mal penteado e meus quilinhos a mais. Há algum tempo aprendi a não julgar para não ser julgada. Não diga que estou errada se você comete os mesmos erros. Não aja com ironia quando falo algo sério. Não me decepcione com a falta de respeito, porque será a primeira e última vez. Portanto repito, peço, no mínimo, que me respeite, pois só assim teremos uma boa convivência.



OBS: Não estou brava, rsrs...

Um toque pink na vida...

Pequenas atitudes que fazem a diferença. Sorrisos que alegram dias tristes. Abraços que eliminam a sensação de estar sozinho. Um beijo no rosto, um olhar sincero, uma mão estendida. Gosto de dizer "bom dia", "boa tarde", "boa noite". Faço de tudo para cuidar bem de quem eu amo. Procuro ajudar a quem precisa, dar conselhos certos a quem me pede, dizer SIM quando se pode dizer e NÃO quando se deve dizer. Para ter um mundo mais pink, preservo a paciência, a compreensão e a alegria de viver. Busco compartilhar meus momentos com quem eu gosto e apreciá-los da melhor forma possível. Um toque pink na vida significa dar um toque especial nas nossas ações e adotar o melhor jeito de ser FELIZ, seja ajudando o próximo, seja investindo em si mesmo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Desabafo...



O jornalismo sempre foi minha segunda opção. O que eu queria mesmo era ser atriz. Era um fascínio pra mim assistir as novelas e me imaginar ali, interpretando papéis diferentes, me permitindo realizar pelo menos no pensamento. A vontade só ficou no sonho mesmo e vai continuar assim. Não tenho mais chances nenhuma de me satisfazer como atriz. Quando era pequena me apresentava na igreja, participava de peças teatrais na escola, dançava e cantava com tanta prioridade... Às vezes acho que eu confiava mais em mim naquela época do que nos dias atuais.

Quando terminei o 3º ano prestei vestibular para Artes Cênicas. Não passei na prova de aptidão e já estava quase me matriculando em um cursinho quando surgiu a oportunidade de me inscrever no vestibular, de última hora, para jornalismo na minha cidade. Passei. Em meio a tantas dúvidas comecei o curso. Primeiro, segundo, terceiro período. Parada para a crise existencial. Não sabia se deveria continuar, já que ser jornalista era meu segundo plano. Mesmo diante das incertezas, continuei. Quarto, quinto período. Consegui um emprego no jornal impresso "Diário de Caratinga" onde fiquei por dois meses cobrindo as férias de uma outra repórter que cobria a editoria de Polícia. Sessenta dias fazendo matérias policiais. Uma experiência breve, porém importante. Um aprendizado que carrego em minha vida.

Sexto, sétimo período. No último ano de faculdade comecei um estágio na "Rádio Cidade". Por lá fiquei cinco meses. Fazendo boletins ao vivo de hora em hora, aprendi que entrar no ar, sem o direito de errar e voltar para corrigir o deslize, era um desafio estressante. Não me adaptei ao rádio.

Ainda no sétimo período entrei para a equipe do Super Canal. Minha primeira oportunidade na televisão. Ao me identificar com o veículo, passei a experimentar um gostinho diferente da profissão, acreditava que minha vontade de ser atriz havia sido substituída pela vontade de me dedicar cada dia mais à vida de repórter. Me formei com emprego fixo em uma emissora de TV.

Os meses foram se passando e algumas mudanças no setor de jornalismo foram feitas. Não agradei e decepcionada, pedi demissão. O prazer que eu tinha se transformou em algo insuportável. Alívio por quase dois meses até que recebi um telefonema da minha atual chefe pedindo que eu voltasse. Com ela a frente do Jornalismo da emissora eu voltaria de olhos fechados e foi o que fiz.

Voltei. Aos poucos fui me acostumando novamente com o ritmo da profissão. Devagar fui recuperando o prazer de trabalhar nessa área. Até hoje tento resgatar aquela sensação e autoconfiança que tinha quando criança.

Não quero que me elogiem, não quero que insistam em dizer que estou na profissão certa, não quero nada além do que eu mereço. E por mais que eu ainda não saiba até onde posso chegar, conheço bem o caminho que percorri. Desculpe pela frustração, mas eu precisava desabafar.